sexta-feira, 15 de abril de 2011

As Pedras da Aniquilação - Episódio 3

Episódio 3. Os Defensores de Ferro
Seção - 5
Superar o Distrito Kobold, que ocupava toda a ala sul de Gorizbad não seria uma tarefa tão simples. Antes de sair das vielas cobertas de kobolds, o grupo de heróis teria que enfrentar Speelock, a líder dos kobolds e seus servos, os Iron Defenders. Juntando as partes dos antigos autômatos encontrados nas catacumbas subterrâneas da cidade, e aliando algum tipo de magia que consegui coletar atravéz dos anos Speelock e seus serviçais kobolds conseguiram reativar, alguns desses antigos soldados metálicos, com o objetivo de se defenderem dos avanços dos Goblins que dominam a ala Norte, e representam uma ameaça constante.
Alertada por um de seus guardas a líder dos kobolds aguarda a saída do grupo do subterrâneo soltando seus cães de guarda em cima deles. Yagohe rapidamente domina um dos telhados, e com suas flechas rápidas mata a líder dos kobolds sem muitos problemas. Mas não antes de ela arremessar um ungüento que atraía Ankhegs, na direção dos heróis. Os iron defenders, cães autômatos de ferro encontraram um outro adversário tão metálico quanto eles, tratava-se de Torîn, atrás de sua armadura encouraçada e escudo pesado, desferindo marteladas e machadadas, sem muitos problemas desmontou os iron defenders, que se espatifaram desfazendo-se em pedaços convulsivos e soprando vapor pelas juntas quando eram alvejados.
O Ankheg até deu medo, descrevi o bicho como uma espécie de “Alien” no tipo de movimentação. O bicho era tão rápido que Yagohe, mal se deu conta o Ankheg estava em cima dele. Depois de algumas fintas rápidas, alguns Spells, e flechadas da Nayaha, Torîn termina com a festa do bicho. Espalhando sangue verde e gosmento por toda parte. Yagohe coleta uma adaga mágica e um amuleto de metal no corpo da líder do Kobolds e o grupo trata de sumir rapidamente de cena, antes que mais kobolds percebessem a morte de sua mestra. Eles não ficariam muito felizes. Seria legal se eles tivessem conversado ou interrogado a kobold líder, alguns monstros são também NPCs, e possuem informações que são úteis para a aventura.
Rumando para o norte da cidade, sempre com Yagohe na dianteira, o grupo presencia um grupo de Orcs, aparentemente perigoso, torturando alguns Goblins e os marcando com um ferro em brasa, bem em cima do olho. A marca de Gruumsh (mais sobre isso na próxima seção). O líder do grupo era uma figura especialmente intimidadora, um orc enorme, com vestimenta de lobo nas costas, e com lâminas pesadas embainhadas. Após ver a cena muito feia o grupo se esgueira pra dentro da antiga biblioteca de Cormmanhtur. Eles encontram uma grande construção com uma estátua da Deusa Aliadannan, a mão suave, patrona da magia, em uma fonte no meio do grande salão, ainda relativamente preservada.  O resto do local vandalizado.
Torîn detecta rastros de Goblins, e suspeita da presença dos mesmo por trás de uma porta de pedra. Yagohe inicia a realização do ritual para detectar as pedras da aniquilação, mas no meio disso a porta começa a se abrir. Torîn, junto de Turgon, tenta conter a porta que se abre, dando alguns segundos finais para a conclusão do ritual...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

As Pedras da Aniquilação - Episódio 2

As seções 3 e 4 foram bastante voltadas a exploração. Estou gostando bastante desse aspecto, pois o esse elemento é uma parte muito importante do D&D, desde a era de Gary Gigax, na primeira edição, onde as primeiras aventuras nada mais eram do que mapas de locações com descrições detalhadas de ambientes, monstros, NPCs, armadilhas, para o DM eleborar o que quisesse em cima.  O modelo é um dos ideais do D&D e de qualquer RPG de mesa. Vide que nos Role Playing Games digitais, como os antigos do AD&D, Baldurs Gate até no atual WoW, a questão da exploração, aliada a uma história é o fator mais crucial do jogo.

Na era do AD&D lembro que em nossa Party usei recursos de exploração, rabiscava mapas, mas só mais recentemente, quando tive real contato com as aventuras antigas publicadas, é que compreendí melhor essa proposta. Na época o nosso contato com aventuras prontas foi um tanto quanto limitado, até pela dificuldade de entender os enredos escritos em inglês (nosso nível era meia boca na época, lembram?). Ler os livros com as regras era uma tarefa mais fácil.

Um dos meus objetivos com a nossa Party atual é justamente preencher alguns gaps que ficaram em nossas experiências antigas, explorando alguns cenários legais que o D&D proporciona. Agora no início, nas primeiras aventuras, o meu objetivo de campanha é fazer aventuras bem clássicas do D&D, com as estruturas clássicas, e usando os elementos mais clássicos de aventura, entre eles a coisa da Exploração.  

Como uma observação final, o Fantasy Grounds está funcionando quase corretamente, O programa tem muitos bugs, e é dif[icil de domesticar, porém esses bugs podem ser corrigidos, tomando algumas medidas e cuidados. Acho que estamos cada vez mais afinados com o software, mas ainda vou guardar pro futuro uma avaliação definitiva da qualidade do mesmo.

Episódio 2. Nos Portões de Gorizbaad

Seções 3-4


O Grupo de Heróis chega aos portões da cidade outrora poderosa e influente chamada Cormanthur, agora um antro de destruição tomado por Goblins e rebatizada de Gorizbad. Vários pedregulhos com pichações Goblin cobrem a área, o antigo portão está posto em ruínas, substituído por precárias paliçadas improvisadas para impedir a entrada de convidados indesejados.

Kiris Alkirk lembra o grupo de que a ala Sul é conhecida como o Distrito dos Kobolds, e a área mais ao norte, fortemente vigiada e freqüentada por Goblins, sendo a antiga Mansão de Estado agora, o quartel general dos humanóides. Os Goblins clamaram a cidade para si e consideram todo o território de sua proteção, mas de alguma forma os kobolds coexistem se mantendo dominando a ala sul da cidade.


Nas torres de entrada, uns poucos guardas Goblins são rapidamente alvejados, seus corpos devidamente ocultados nos arbustos que circundam a construção. Uma entrada silenciosa revela o Distrito dos Kobolds. Preferindo evitar as vias principais o grupo ruma ao norte da cidade, adentrando cuidadosamente pelas ruelas de uma favela enorme, coberta do kobolds semi acordados.


No meio do caminho cruzam com guardas kobolds, os dragonshields, que surpreendem os personagens numa típica emboscada dos kobolds. Tendo a vantagem do terreno e o elemento surpresa, por pouco os personagens não vêem sua aventura acabar prematuramente nas mãos de um pequeno grupo de kobolds traiçoeiros e bem preparados. Yagohe e Nayaha entram no embate primeiro, sem a ajuda dos outros personagens e sofrem. Após algumas rodadas de desespero e a combinação de algumas rolagens ruins, Torîn, Turgon, e Cormack aparecem para equilibrar a balança resultando numa difícil vitória.
Aprendida a dura lição, o grupo se esgueira pelas antigas passagens de esgotos de Cormanthur, evitando o que poderia ser um segundo grupo de kobolds que poderia ser mais duro do que o esperado. Averiguando o inimigo, Yagohe e Nayaha percebem que havia uma líder entre os kobolds, e que seus lacaios acumulavam várias peças metálicas parecidas com partes de armaduras que lembrava formas humanóides a sua volta, tentando juntar partes em uma espécie de quebra cabeças, meticulosamente examinado pela líder.


Guiados por Torîn, o grupo adentra por uma galeria de dungeons ligada ao esgoto em baixo a cidade na tentativa cruzar o distrito evitando os kobolds acima. Essa galeria os leva a um antigo depósito, onde encontram pilhas de peças de metal, que parecem partes de antigos autômatos despedaçados. Ligando os fatos, eram os mesmos tipos de peças de metal que os kobolds empilhavam na superfície. Nayaha observa os detalhes do design das peças, que remontam ao Velho Império. Ela coleta alguns artefatos para produzir possíveis ornamentos.


Perambulando pelos Dungeons, o grupo se vê desnorteado por um momento, mas Torîn recupera seu senso de localização inato após alguns momentos, levando o grupo a um mausoléu, onde jaziam os corpos de Togarix, Senhora da Guerra e Galgarthor, Lorde da Guerra. Os antigos mestres de um grande exército de autômatos, ainda na época do Velho Império. A sala parecia ter sido recentemente freqüentada, pois havia rastros kobolds por toda parte, os sarcófagos dos Lords, devidamente violados. O grupo não sairia dessas galerias sem antes enfrentar uma infestação de ratos e alguns Stirges, que deixaram uma bela picada, sugando o sangue de Yagohe, que felizmente não adquiriu nenhuma doença transmitida por esses sugadores de sangue que não tem grandes exigências ao escolher a sua vítima, seja um orc, um cavalo ou um elfo.


Ao finalmente enxergar a luz do dia, fora das galerias escuras, os he´rois percebem que ratos e Stirges eram um problema pequeno, quando são emboscados por ferozes cães autômatos de metal controlados pela líder dos kobolds. Yagohe toma o campo elevado acima de um telhado, mas Nayaha e Torîn ainda estão dentro da entrada das galerias. Comandados por seu mestre, Os cães raivosos avançam implacavelmente em busca de suas presas!