segunda-feira, 2 de maio de 2011

As Pedras da Aniquilação - Episódio 4


Episódio 4 - Na Biblioteca de Gorizbadd
Seção -  6
Yagohe inicia a realização do ritual para detectar as Pedras da Aniquilação, mas no meio disso a porta começa a se abrir. Torîn tenta conter a porta que se abre, dando alguns segundos finais para a conclusão do ritual...
Após algum tempo, Torîn acaba cedendo e quando a porta de pedra se abre, ocorre o inesperado, ao invés de Goblins saírem atacando os Personagens, eles se assustam com a visão intimidadora de Torîn, e fogem para os buracos escuros nas salas adjacentes. Yagohe conclui o ritual e não percebe a presença da Pedra no local, porém, a magia arcana muito forte da pedra ficara impregnada em toda a construção, e usando de seus conhecimentos de arcanismo, o eladrin deduz que a pedra havia repousado por muito tempo nessa biblioteca, mas havia sido retirada do local. 
O grupo decide investigar o restante da estrutura, e averiguar os goblins fugidios que podem representar um problema. Ao entraram nos aposentos habitados pelos goblins o grupo encontra o lugar cheio de pedaços de livros e antigos tomos destruídos e começam uma busca por possíveis informações no que restava dos livros. Sem demora o grupo percebe rastros de um dragão no local, garras e marcas de fogo. Torîn e Turgon saem vasculhar uma pequena catacumba mais a baixo do nível da biblioteca, lá descobrem uma passagem secreta usada pelos Goblins, além de mais algumas estantes muito grandes e antigas contendo mais livros velhos e rasgados. O local também era habitado por alguns Oozes que costumavam se embrenhar pelas passagens escuras em busca de uma refeição.
Gostei muito de colocar uns Oozes nessa cena, são monstros bem clássicos dos velhos Dungeons do D&D e acredito que em toda a história da nossa mesa eu havia usado esses bichos só uma vez. Na minha tentativa de contemplar os elementos clássicos do jogo, acho que contou um pontinho positivo nessa. Os Oozes são uns bichos dotados de pouca inteligência, que nem sequer enxergam, apenas se interessam em jantar os coitados que aparecem em seu território. Eles que engolfam suas vítimas para que o ácido dentro de seu corpo as corroa por dias a fio até que desapareçam de vez. D&D total fun!
Depois de sofrer com Oozes caindo do teto da sala, o grupo se desfaz deles na base do machado, e da magia. Destaque para o belo Spell do Turgon, que começou a aventura já usando um poder diário, o “Earth Roots” que é a versão nova e mais poderosa do velho “Entangle” do clérigo. Agora esse Spell é exclusivo do Druida, e cria várias raízes de plantas que emergem do chão dando pancadas e agarando os coitados que permanecerem na área. Muito foda esse Spell.
Após horas debruçados sobre pedaços desconexos de Spells Yagohe consegue ver alguma ordem nas informações, da Biblioteca. Turgon também descobre algumas coisas.  O grupo descobre que relatos que confirmam a ligação das Pedras da Aniquilação com o Disco do Chaos, que tais pedras teriam sido criadas por artesão arcanos Tielfings, e que as elas são imbuídas de forte energia vinda do plano do Chaos Elemental. Descobriram também que as pedras não podem ser usadas fora da cidade, algo que os Tiefling fizeram por auto-proteção. Com grande percepção arcana Yagohe descobre que as pedras possuíam tamanha emanação do poder do Chaos, que apesar de sua criação ter sido com a função de proteger a cidade, tamanha energia do Chaos resultaria cedo ou tarde na ruína do local.  Um dos tomos faz referência á biblioteca da “Isla Muerta” sobre um livro que trata dos “Discos de 3” revelando segredos sobre o Disco do Chaos.
Num tomo separado Turgon descobre alguns fragmentos que mencionam a destruição de várias fortificações Dwarfs ao Sul a cerca de dez anos pela mesma horda de Goblinóides que teria derrubado Cormmanthur. Tal horda é qualificada como sanguinária e muito poderosa. A queda era iminente sem a ajuda de Valendar, a sede do Clân Valendill do Leste, que deu as costas a Cormmanthur na época da queda. Torîn examina os papéis, e fica ressabiado com tal relato escrito, pois não se lembra de nenhum ocorrido similar na última década entre os reinos de Dwarfs vizinhos. Mas também se lembra que a relação entre os Dwarfs não era muito boa. Muitas vezes se encontravam apenas a cada década em certas datas festivas.
Turgon, usando o "Animal Messenger" (não confundir com MSN) envia uma mensagem a Treona atravez de uma libélula que coleta durante a noite, avisando a Ritualista que encontraram indícios sólidos da existência da nona Pedra da Aniquilação.
Após derrubar algumas estantes para esmagar Oozes, acidentalmente Torîn encontra uma passagem escondida atrás de uma parede que dava acesso a um pequeno receptáculo, violado, e vazio. Yagohe descobre que ali era onde estava escondida por anos a última pedra da aniquilação, numa pequena câmara poucos metros abaixo de uma das salas da biblioteca. As mesmas marcas encontradas na sala anterior deixam claro: Um dragão havia retirado o tesouro Dalí.
Achei bacana que o pessoal rolou dados muito altos nos Skill chalenges para descobrir informações, Acho que o Yagohe rolou 20 umas quatro vezes em Skill checks. O que revelou muita informação útil durante a seção. O gostinho de rolar 20 e soltar aquele grito “CRIIITICAL!” é uma das partes mais gostosas do RPG, não sei porquê, mas essa palavra parece liberar endorfina ou algo assim que gera uma sensação muito boa naquele momento.  Tecnicamente um “critical hit” se define numa jogada de 20 num golpe de ataque qualquer, mas é tão legal gritar “critical” que a gente faz isso mesmo em Skill checks. Agora que os checks rolados tem que ser sempre positivos, ficou ainda mais gostoso.
O link das Pedras da Aniquilação com o Disco do Chaos, foi bem legal, por que foi uma das primeiras aventuras que esse mesmo grupo fez, com personagens bem diferentes a uns 15 anos. Foi bem clássica e todos lembram dessa aventura. No futuro, desdobramentos da história trarão ainda mais revelações!
Durante a noite a chuvinha caiu para lavar as feridas dos heróis que finalmente se deram um descanso prolongado após várias batalhas. Desde a segunda seção houveram vários combates, e apenas agora se passou o primeiro dia.
Nisso dá pra sentir muito a diferença de uma edição pra outra, na 4E os personagens tem uma histamina muito mais heróica, que é representada pelos Healling Surges, o que permite que eles entrem em várias batalhas no mesmo dia e ainda saiam inteiros, ou quase. Essa dinâmica é excelente, estou gostando muito disso, pois permite ao grupo muito mais autonomia, sem precisar descansar por uma semana entre um encontro e outro, ou recorrer toda hora aos spells de clérigo que antigamente gastava tudo o que tinha pra curar a galera, e sobrava pouca coisa extra pra fazer.
Nessa seção ainda deu tempo de dar umas porradas e interrogar Rorth, o Goblin arcano que dilacerava os livros da sala onde o grupo estava passando a noite. O carinha tinha uma certa vocação para magia, costumava destruir os livros arcanos da biblioteca para alimentar seu poder arcano. Ele tentava aprender a utilizar por conta própria, a maioria das vezes sem sucesso, rituais que encontrava na biblioteca, que transformou em sua morada temporária.  No meio da noite o carinha teve coragem de voltar em sua toca pra pegar mais uns pergaminhos e se mandar Dalí, mas pro azar dele, ele se fez invisível através de ilusão, simplesmente a especialidade do Yagohe. O pessoal pegou ele na hora. Levou umas flechadas, um Pezão no peito e uma bolacha na cara por falar em linguagem Goblin ao invés de Comum. Só faltou limpar o chão com ele.  A típica interação social entre personagens saídos do PHB com criaturas saídas do Monster Manual. Mais D&D total fun! =)
 Ao interrogá-lo foram extraídas informações interessantes, como a localização do dragão que havia retirado a última pedra da aniquilação de seu esconderijo e seu nome. Segundo o Rorth, o dragão costuma fazer uns snacks de goblin, porém não liga muito pra eles, preferindo não se confrontar diretamente. Ele teria aparecido na biblioteca a um bom tempo e arrancado algum artefato Dalí, que Rorth lamentava não ter encontrado antes. Ele explica que o dragão mora no subterrâneo em baixo de um território considerado maldito pelos atuais moradores da cidade. As casas de banho, usadas pelos humanos, hoje território desabitado. O dragão seria um cuspidor de fogo, com as escamas de cor metálica que lembravam o cobre avermelhado. Seu nome é Tytistys, e ele possui a última pedra da aniquilação.
Numa nota final, o Fantasy Grounds 2 funcionou perfeitamente, ou seja não atrapalhou o jogo em nenhum momento. Senti ontem que isso ocorreu pela primeira vez. Os cheques saíram rápidos, os poderes rolados pelos dados saíram direitinho. Ainda considero um software “chatinho” mas tá ficando cada vez mais amigável de jogar D&D dentro dele. 

6 comentários:

Welliton Luís de Lara disse...

"O carinha tinha uma certa vocação para magia, costumava destruir os livros arcanos da biblioteca para alimentar seu poder arcano." Gostei do emprego do verbo! Esse Goblin já era! Sem chance dele escapar na próxima sessão!!!

É ótimo ter voltado e como em Rocky VI, não perdi a forma, só estou um pouco enferrujado! A party rocks around the clock!

Carlos disse...

É isso aí Boi... hahahaha ... como eu disse, a típica interação social entre os originários do PHB com os saídos do MM. Fun! Vc não perdeu a forma mesmo, entrou já bem introsado com a galera, muito bom isso!

Daniel disse...

A aventura está bem legal mesmo. Mais uma vez o DM disponibilizou uma criatura completamente inesperada... um goblin "a la Smeagol"! Meio perturbador! Pena que estava no final da sessão e Thorîn não conseguiu extrair mais informações do Goblin.

Os personagens estão bem engajados na aventura, mas em uma reflexão posterior, percebi que Thorîn precisar aproximar-se de seu background... goblins, orcs, Terion, etc...
Esta cada vez mais bacana, ver nosso grupo junto novamente. Falo em especial a mim, que estive no ostracismo por muito tempo.


Valeu galera!

Welliton Luís de Lara disse...

Não se preocupe Daniel, na próxima sessão extrairemos do smeag..goblin informações, vísceras e muito mais.

A Garganta tá parecendo o Black Sabbath - The Reunion. Toca com perfeição mesmo sem ensaio!

Érico Tashiro disse...

Senhores.

O alinhamento desse grupo sempre pendeu para o falo negro da força, risos... Não vamos negar a nossa essência.

Entenderam né, kkkkkk.

Carlos DnD disse...

Boa! Hehehe ... É verdade, o introsamento tá nota 10! Com relação a personagens meio malvados... hehehe ... eu só jogo com persoangem bonzinho... tipo Gombartha...Rupert... tudo santinho... LOL