quinta-feira, 26 de maio de 2011

As Pedras da Aniquilação - Episódio 6

Episódio 6 – no Templos Profadados
Seção 8
A sessão 8 foi muito empolgante, essa sessão vai ser lembrado por um bom tempo. O RolePlay do grupo foi o melhor até agora nessa sessão, a imersão foi muito boa em muitas cenas. Os jogadores incorporando os seus characters em primeira pessoa em várias oportunidades. Qualidade de Role play muito alta. Todos estão de parabéns! A sessão contou com um curtíssimo combate contra Goblins bêbados e adormecidos, e a parte mais importante, um Skill Chalenge onde todos os characters ajudaram a livrar o Templo de Aliadannan da presença de Humukuk, divindade Góblin que havia se apossado do local.

Adentrando na Praça o grupo encontra um complexo de Templos e Santuários unidos pela praça central, revelam a veneração de vários deuses nessa local numa outra época mais civilizada. No centro da praça quatro grandes estátuas anunciam mal agouros: Esódiros, divindade da cura com sua cabeça cortada. Aliadanann, com sua mão decepada.  Shaades caída e despedaçada. Da quarta estátua restava apenas o pedestal. As estátuas estavam recobertas de grafites goblins, negros e vermelhos. Goblins adormecidos a beirada de uma fogueira repousam embriagados após uma noite de badalações e orgias. A visão de tal cena causa perturbação aos heróis. Turgon convoca o grupo para que o ajudem a compensar essa situação, seriam de grande desagrado aos Deuses deixar o local nesse estado. O grupo concorda prontamente. Ainda essa noite as Casas de Festejos dos Goblins tornar-se-iam solo sagrado novamente.
Turgon invoca a presença de Urundur, o espírito das matas que se manifesta fisicamente como um Urso, seu companheiro animal. Muito cautelosamente os heróis seguem pela praça. Yagohe, como batedor cruza o terreno na frente verificando a presença pequena de Goblins na praça. O grupo vai em seguida. Torin mal consegue segurar o seu Machado vendo Goblins dormindo, um alvo fácil para esse mestre em armas. Em sua investigação Yagohe percebe a presença de um pássaro espiritual branco voando sobre o Templo de Aliadannan. A presença de poucos goblins na área se explica pelo alarde criado anteriormente, pela presença dos Orcs na cidade. Os Goblins foram alertados para que fugissem dali, alguns dos Goblins milicos convocados a prestar guarda no centro da cidade. Os poucos que estavam embriagados o bastante para não perceber o aviso tiveram um destino desagradável. Sem que percebessem o que os atinge, o grupo os aniquila rapidamente, seguindo em silêncio pela praça deserta até o grande Templo. 
O  pessoal respeitou muuito os Goblins. A tensão era tão grande que mesmo um bandinho de Goblins bêbados foi levado muito a sério. Depois eles viram que o grupo está muito acima dessa ameaça.
Os quatro santuários menores que preenchiam a circunferência do complexo estavam semi depredados, e costumavam ser prestados a Shaades, Esóriros e Ellanos. Os Goblins tiveram o cuidado de Destruir o Santuário a Moradim completamente. No Templo principal a inscrição em grafia típica do império velho: QUE A MÃO SVAVE DE ALIADANNAN REPOVSE SOBRE TÍ.  Yagohe entra rapidamente em busca do pássaro, ou alguma informação revelada por ele. O pássaro havia habitado os sonhos de Yagohe por muitas vezes, mostrando a imagem de seu tio ferido, debilitado, quase morto. Yagohe parece estar próximo de encontrar o que procura.  Turgon segue apressado, seguido de seus companheiros, Nayaha entra por último tomando conta da retaguarda do grupo e certificando-se de que nenhum goblins percebesse a movimentação.
Dentro do Templo, a mesma situação da praça, restos de um banquete Golbin, misturado a seus excrementos contaminam toda a construção. As quatro estátuas nos cantos do templo estão derrubadas, a piscina central, no meio do altar onde costumava ser depositada a água sagrada, está negra, com uma mistura pútrida de restos fétidos, sangue e urina Goblin. Nem a mais fértil mente pode imaginar os rituais vis presenciados pelas paredes desse local. Antes de os personagens poderem tomar qualquer atitude uma presença maldita foi detectada. O local escureceu, um vento enorme digno de uma tormenta carregava objetos pela sala, as capas dos personagens levadas pelo vento. Turgon reconhece a presença maligna, Humukuk, arauto de Magubliyet, divindade Goblin estava presente no local.  
Essa cena foi mítica, o pessoal foi pego de surpresa total. Uma coisa é você ir enfrentar um dragão, sabendo do fato, e se preparar para tanto, outra é você entrar num local totalmente sem esperar algo do gênero e encontrar uma aparição demoníaca. O personagem do Boi até titubeou no começo, será que a gente vaza daqui? Encheram-se de coragem e resolveram encarar o desafio de frente. Foi bem épica a cena, senti o senso de perigo no grupo.

O grupo decide começar a remover os elementos de profanação mais claros. Yagohe, mesmo sem força física faz o que pode para começar a levantar as estátuas caídas. Turgon, com ajuda dos demais completa um ritual para converter a água pútrida do tanque no altar. Humukuk não pretende deixar, e isso custa a  Turgon pulsos de Cura, que retiram sua vitalidade. A ajuda de Cormak foi crucial para a conclusão do ritual, tornando a água pura novamente. Concedendo a força do Urso a Yagohe Turgon almenta sua força e num esforço máximo o pequeno Yagohe conclui o hercúleo esforço de levantar a estátua de Delonthaay, um anjo élfico servo de Aliadanan. Torin se encumbe de levantar as demais com a sua força de guerreiro. Tudo isso dentro de uma tempestade de vento e com a voz de Humukuk ressoando maledicências. Os personagens gritam para se comunicar. Yagohe usa prestidigitação e mãos mágicas para limpar a área dos restos deixados pelos Goblins, algo muito parecido com as vassouras mágicas de Merlin. Cormak e Nayaha ajudam manualmente na limpeza do local. Com as estátuas de pé Turgon convoca a presença de Lolindir e Aliadanan. As preces são ouvidas e a imagem do anjo Delonthaay surge radiante pondo um fim à manifestação de Humukuk.  No final um ritual com cânticos e orações, expurga a presença maldita do local.  Através de Lolindir, o templo de Aliadannan foi salvo por um druida e seus companheiros.  Hoje Aliadannan está em débito para com Lolindir. O grupo pára por um instante para se recompor, Turgon sente-se exaurido, porém ele ainda trabalharia mais um pouco no dia de hoje. 

Do alto de um mezanino, repentinamente cai um corpo. Chocado Yagohe corre na direção da figura que se espatifa no chão. Verificando percebe que se trata de um Eladrin, mal tratado, trajado em mantos nobres desgastados e em seu leito de morte, dando os últimos suspiros. Era Atheil Liebersimm, Yagohe grita, Tio! Tio! Ele está morrendo. Foi muito massa esse momento por que deixei o Érico mesmo rolar o Saving VS Death do tio dele, naqueles momentos em slowmotion antes de o socorro aparecer, responsabilidade grande! Surge Turgon para a uma última boa ação, e com a sua Palavra de Cura lança as bênçãos de Lolindir sobre Ataheil. O Eladrin sai do estado de quase morte, e respira aliviado. Yagohe pergunto o que acontecera, por que teria ele caído do alto do mezanino no templo? Ainda em estado de choque, Athaeil conta que presenciou silenciosamente a cena do exorcismo de Humukuk, e ficou arrebatado com a presença divina, e inexplicavelmente ficou paralisado, sem ação. Por fim suas forças foram drenadas pela energia radiante do lugar e desfaleceu, por fim caindo do mezanino a vários metros de altura. Turgon presta o auxílio que pode preparando uma poção. Numa cama improvisada por Yagohe, seu tio Athaeil descansa por algumas horas.
Revelações de Athaeil
Ao acordar, Athaeil é questionado por Yagohe e Turgon, o que fazia na cidade de Cormmanthur? Athaeil agradece por terem o salvo e conta que costumava ser um nobre na cidade. Ele teria abandonado Atcali desgostoso com a política dos Eladrin, e desafeto de Alahe Liebersimm, pai de Yagohe após diversas desavenças. Para Athaeil, o conselho dos Magicistas, que governa Atcali a muito não existe, pois perdeu sua essência. Ele conta que na época rodou meio mundo atrás do sobrinho sem sucesso. Devido á admiração pelos humanos conseguiu se fixar como nobre na cidade de Cormmanthur, comprando com ouro Atcaliano os títulos necessários. Ele viveu anos felizes no local, mas não duraram muito. Os mesmos humanos que o admiravam, acabam por traí-lo na queda de Cormmanthur. Ele conta que não era bem visto por outros nobres que disputavam a atenção de Treona, e deixa implícito uma relação amorosa, possivelmente ilegítima. Ele não explica a fundo que tipo de traição sofreu, mas fica surpreso ao descobrir que Treona está viva, e afirma estar sofrendo uma maldição terrível vivendo nas catacumbas em baixo dos templos, e nos cantos escuros, se esgueirando de Goblins que costumeiramente o atacam.  Ao ser alertado por Turgon de que o grupo busca uma pedra da aniquilação, ele avisa que conhece as pedras, mas todas foram destruídas. Porém, para sua surpresa, Turgon conta da recém descoberta da Nona Pedra da Aniquilação, relatada em Tomos a muito perdidos que foram escavados por Goblins ou Kobolds que vasculham os poços mais escuros em busca de tesouros perdidos. Até mesmo para Treona tais tomos passaram-se despercebidos por anos. Ao saber sobre isso Ataheil fica extremamente preocupado. Talvez seja essa presença que ainda corrompe a cidade, afinal. Ele abaixa a vista e perde a firmeza nas pernas por um instante. Eram muitas revelações no mesmo momento. Ataheil precisa de um pouco de água fresca, e um descanso.  Uma refeição não faria mal também ao grupo, faminto.
Nesse momento o silêncio é quebrado. Em linguagem comum carregada do sotaque típico de Goblins ressoa uma voz perversa vindo das sombras ao fundo do templo: “Eladrin!!! Agora nós o pegamos. Não vai escapar dessa vez!” A figura emerge das sombras não desacompanhada. Yagohe grita - Mais Goblins!!!
As próximas sessoes prometem!  Até lá!

2 comentários:

Welliton Luís de Lara disse...

Wow!! O texto está muuuito bom! As ilustrações ficaram phodasticas! Adorei! A aventura está excelente. estou muito empolgado!

Carlos DnD disse...

Valeu Boi! Obrigado por ter lido o texto! Que bom que gostou do desenho! Que bom que está gostando da aventura, eu tbm estou achando ótima! um Abraço!