sábado, 16 de julho de 2011

As Pedras da Aniquilação - Episódio 10

Essa foi a sessão final da aventura As Pedras da Aniquilação, baseada livremente na ótima aventura HS1 the Slaying Stones, do Logan Booner; modifica e aprimorada para se adequar ao estilo do nosso grupo. Quando escolhi esse módulo, foi na tentativa de jogar uma aventura que representasse o senso mais clássico possível da palavra Dungeons & Dragons.  Achei excelente.  Adorei mestrar para vocês por doze sessões, e espero que vocês tenham gostado de jogar a aventura tanto quanto eu gostei de mestrar!

EPISÓDIO 10. Fuga de Gorizbaad! (fim da primeira temporada)
Seção – 12
No último episódio Turgon liderava o grupo atravessando as águas caudalosas do grande rio, seguido por seu urso - Nayaha e os demais membros do grupo logo atrás. Nesse instante emergem das águas figuras sinistras envoltas por brumas. Primeiro elmos córneos de bronze desgastado, seguidos de corpos humanizados cobertos por armaduras de batalha envelhecidas e longas capas carmim encharcadas carregadas pelas correntezas. Portando espadas embainhadas, três cavaleiros cujas faces não se vêem através dos pesados elmos se aproximam rápida e vorazmente. Eles vêm em busca do precioso artefato carregado pelo grupo.


A Falange Negra emergindo da Água! Que medo vélho!
Numa corrida para chegar á margem antes que os soldados os alcance o grupo se dispersa, Nayaha chegando á margem por um lado Turgon e seu urso pelo outro, Derleck e Torin ficam na água.  Todos movem-se o mais rápido que podem em busca de um local seco, o confronto com os cavaleiros da Falange é inevitável. Com um único golpe, um dos undeads derruba Urundur, o urso espiritual de Turgon, que se desfaz numa lufada de luz. Nayaha desfere o seu melhor tiro com o arco, que é rebatido pelo braço do cavaleiro como num reflexo de quem espanta as moscas a sua volta. Turgon porta a pedra, ele corre. Corre o mais rápido que pode. Nesse momento, lutar e arriscar perder a pedra não é uma opção.  Suas energias já lhe faltam, ele usa o pouco que lhe resta para conjurar Urundur novamente. Este que aparece já com as quatro patas em rápido galope. Nayaha ainda tenta nova investida, mas as armaduras parecem espessas demais para suas flechas.

Os Cavaleiros ignoram o restante do grupo, perseguindo apenas Turgon, o portador da Pedra. Conjurando montarias fantasmagóricas, iniciam uma selvagem corrida atrás do Druida ferido e seu urso. O resto do grupo os segue a pé. Surgem cipós e a floresta se adensa. Espinhos e raízes no caminho tornam mais penosa a jornada. Urundur ignora as dificuldades e galopa á máxima força. Nayaha, leve, os segue de perto evitando as dificuldades da floresta densa com graciosidade e destreza.
No Covil de Tirystis, Yagohe e seu tio aguardam pacientemente a volta de seus companheiros solitários na pequena ilha no meio da gruta. Tirystis se aproxima e agora parece diferente, suas idéias estão mais claras, uma vez que a Pedra lhe foi afastada.  Ela conversa com o Eladrin, e confessa que é um alívio ter se desfeito do artefato maldito. Usando seus feitiços, a dragão visualiza a presença da Falange Negra, e o perigo que seus companheiros correm. Yagohe deve ser libertado imediatamente para auxiliá-los.
A perseguição dura horas por dentro da mata. A histamina de meros homens não seria suficiente para sobreviver a esse teste de resistência. Heroicamente Urundur leva Turgon até os porões de Gorizbadd, É possível avistar ao longe uma coluna de luz cercada de runas. Esse é o portal preparado por Treona. É a chave para a fuga definitiva. Mas a situação ainda pioraria, uma grande Horda Goblin marcha para fora do portão guardando a área do portal. Os heróis teriam que ultrapassar essa coluna viva antes de atingir seu objetivo.
Ao se deparar com Goblins Turgon primeiro se vê face a face com seu líder, Hu-Jat, um Hob-Goblin, montado em uma criatura reptiliana de grande porte. Os cavaleiros mortos chegam em seguida. Turgon está cercado por todos os lados e sozinho. A proteção de Lolindir, apenas, não bastará.  Usando o seu Roar of Terror o Druida derruba um contingente enorme de Goblins, e atordoa Hu –Jat abrindo caminho no meio da massa, mas ainda é um longo trajeto até o portal. Os cavaleiros estão no seu encalço. 
Quando parecia tudo perdido surge reforço vindo dos céus. Yagohe monta Tirystis que sobrevoa atacando com suas garras os cavaleiros que perseguiam Turgon. O ataque não os derruba, mas atrai a atenção deles, que revidam, dando tempo ao druida para que fuja. Nayaha surge entre os arbustos desferindo flechas nos cavaleiros mortos. Suas armaduras continuam fortes demais para as flechas que parecem varetas inofensivas. A heroína percebe que os adversários são fortes demais para ela, talvez para todos.  Usando suas vinhas mágicas Turgon vai tirando o que pode do seu caminho e marcha penetrando a coluna goblin até o portal. Recebe uma chuva de flechas, espadas vindas de todos os lados cortam sua pele e a de seu urso. Porém, os cavaleiros não mais o alcançariam, distraídos com Tirystis, Turgon os deixa para trás e mergulha no Portal, pronunciando as palavras mágicas de abertura.  Yagohe e seu tio saltam do dragão para o portal assim que tem a primeira chance, Nayaha os segue e logo depois Derleck, Thorîn e Cormack cruzam a passagem mágica. Do outro lado do portal os heróis espalhados no chão da floresta num local distante, ainda confusos com o novo espaço vêem a imagem do um dos cavaleiros se desfazendo no fundo do Portal. O Grito ecoante da horrenda figura: “Nããããoooo” se desfaz junto com a imagem borrada dentro do portal que se consome e desaparece no ar. 
Os heróis caem exaustos no chão, a última pedra da aniquilação na algibeira de Turgon. À frente deles, a torre de Treona o destino final dessa aventura.
Treona surge junto com Kiris Alkirk, Turgon caminha a pesados passos para lhe entregar a pedra. Os preparativos para o ritual se iniciam. Treona começa a riscar a mesa fazedno um círculo com runas em volta da pedra. O medo e tensão parecem tomar conta do lugar. Os personagens começam a desconfiar de Treona, Estaria ela conjurando um feitiço para destruir a pedra, ou para se apossar de seu poder? Athaeil propõe não destruir a pedra, seduzido por seu poder. Yagohe se prepara para o caso de Treona surgir com alguma surpresa. OS olhos da ritualista se reviram enquanto profere palavras de origem abissal, escritas pelos próprios tieflings que encantaram a pedra. Kiris Alkirk se posiciona protegendo Treona. A pedra parece ter vontade própria para lutar contra sua destruição. Sua força caótica a todos afeta nesse instante. A tensão cresce a um ponto que por um fio não eclode o combate entre os presentes. Seria a carnificina final.  Histórias antigas nos velhos pergaminhos da biblioteca contam sobre pessoas que tentaram conduzir um ritual para destruição da pedra, mas falharam, matando-se uns aos outros e sobrando apenas a pedra intacta.
Numa espiral de vento e energia os objetos no saguão principal de torre são atirados por toda parte, os presentes são compelidos contra a parede com força e numa enorme explosão de luz vermelha. Treona é arremessada para trás caindo inerte no fundo da Torre. Após o primeiro impacto, os heróis se levantam lentamente. Treona está caída sem vida nos braços de kiris Alkirk que chora. Athaeil se dá conta do mal que caíra sobre sua antiga amante, e une-se a Kiris. Os aventureiros, um a um, se aproximam da mesa destruída no meio da sala. Uma marca de queimado no chão de pedra cinzenta e estilhaços de madeira espalhados por toda parte revelam após uma inspeção mais cuidadosa, no meio da marca de queimado, intacta, a última Pedra da Aniquilação.
Num misto de dúvida e frustração fica uma nuvem negra pairando sobre a cabeça confusa e exausta dos heróis. Após todo esse esforço, teria a Pedra da Aniquilação vencido a todos afinal?
*  *  *
EPÍLOGO: O destino Final da Pedra da Aniquilação
No dia seguinte Yagohe conversa com Turgon logo cedo, sobre como guardar a pedra, pois era um artefato perigoso demais. Se Treona não conseguira completar o ritual, quem poderia? Nayaha se une aos dois, ainda antes dos primeiros raios de Sol. Turgon recorre a algo maior, e com evoca a presença de Precisto, através de um antigo rito conhecido apenas pelos Druidas. Precisto, um Ente Arqui-Fada, entidade outrora mortal que ascendeu á imortalidade como um dos guardiões da Agrestia das Fadas não se presta a responder qualquer chamado, somente os relevantes de fato. Invocar sua presença em vão se qualifica até mesmo como grave afronta aos seres feéricos. Turgon confia que esse não é o caso. Num breve momento a floresta toda silencia, para ouvir a voz de Precisto que surge da água do rio. Turgon respeitosamente questiona o que fazer com relação á Pedra. A voz ancestral do Ente estremece o coração dos ouvintes. Brevemente ele profere que os heróis têm em mãos tudo que precisam para destruir a pedra eles mesmos, só precisam de confiança. Quando a presença de Precisto se vai, lágrimas escorrem dos olhos do druida. Conversar com o Ente nunca se tornará algo corriqueiro.
Turgon percebe que pode tentar salvar Treona, examina o corpo para tentar entender a morte na noite anterior, Nayaha o Auxilia. Yagohe estuda os vestígios do ritual de Treona e lê cuidadosamente cada pergaminho, tentando entender o que deu errado. O druida entende que Trona havia sido drenada pela força da pedra, e encontrava-se em estado cataléptico. Não lhe restava nenhum fio de energia para lhe tirar desse estado.  Os druidas conhecem formas de curar pessoas ativando a própria energia inerente que possuem dentro de si, alguns conseguem até mesmo ressuscitar mortos, porém esse poder não está ao alcance de Turgon Oak. Um poder menor permite que retire uma mínima quantidade de vitalidade de uma criatura e transfira para outra. Enquanto isso, Yagohe estuda os papéis por horas e chega à conclusão de que pode refazer o ritual. Alguns dos ingredientes estavam disponíveis, mas faltava residum, o pó mágico extraído de armas mágicas quando são “desencantadas”. Yagohe e Turgon doam alguns dos tesouros coletados.  Nayaha doa uma parcela de sua vitalidade para Turgon, que através de sua clava transfere para o corpo inconsciente de Treona. A mulher idosa respira novamente. Turgon a estabiliza, usando seus conhecimentos medicinais. Treona ainda viverá por muito tempo, se depender desses heróis.
Mais tarde, após toda a preparação Yagohe risca o chão de pedra e começa o ritual. Auxiliado por seu Tio Athaeil e Treona, carregada por Kiris e Turgon, o eladrin profere as mesmas palavras usadas por Treona na noite anterior. A força arcana de Yagohe Liebersimm de longe supera os dotes da velha ritualista, e sob a mesma espiral de energia numa explosão negra seguida de um frio intenso misturado a um cheiro de cinzas queimadas, a Pedra da Aniquilação se desfaz em pó. O último dos artefatos criados a centenas de anos a partir de um fragmento do Disco do Caos, agora não mais existe. Um mundo foi livrado de mais um grande mal.
No dia seguinte Nayaha conversa com Treona sobre seu pai, o poderoso rei Hirsmmund, e descobre que as condições do reino de Slargiea estão um tanto quanto decadentes, a aliança quebrada com Talis não teria ajudado em nada um país já esfacelado. Nayha se pergunta até que ponto sua ação de fugir do casamento com o príncipe de Talis teria repercutido na atual situação do reino. São perguntas  a serem respondidas num futuro próximo.
Treona agradece, mas nega o convite em seguir com o grupo. Diz que pretende ficar em sua torre aguardando o dia em que Crommanthus se reerguerá das cinzas e prepara a última refeição para os heróis.
A velha ritualista agradeça a Yagohe, que agradece de volta, pela chance de ter aprendido tanto no meio dessa jornada. Itens mágicos coletados, conhecimento adquirido, e o melhor, algumas boas histórias para contar. Treona ressalta que os aventureiros foram por demais bravos e valorosos, realizando grande proeza em destruir um artefato maligno. Turgon, silenciosamente concorda com Treona. Ele sabe que trazendo de volta o grupo inteiro e salvando algumas vidas no meio do caminho, redimindo o que estava profanado, e destruindo o que é aberrante sua missão está cumprida.
O que o futuro reserva a estes aventureiros é um mistério. Sabe-se apenas que o universo conspirou a favor do nobre grupo de heróis que cruzou seus caminhos nessa mesma encruzilhada numa velha torre a muito esquecida na floresta da cidade outrora conhecida como Crommanthur. Não por acaso o destino os colocou no mesmo momento naquele lugar, mas sim para realizar um feito que dificilmente conseguiriam sozinhos. Feito este que certamente será digno de um capítulo nos livros de histórias contados pelos mestres de Slargiea, muitas gerações depois desta.
D&D Total Fun! Até a próxima aventura!

domingo, 3 de julho de 2011

As Pedras da Aniquilação - Episódio 9

Nos últimos episódios...
O grupo havia cruzado grande extensão da cidadela Goblin de Gorizbad, em busca da última Pedra da Aniquilação, e fim de destruí-la. Passaram pela viela dos kobolds, enfrentaram seus soldados caninos golems. Procuraram pistas numa biblioteca destruída, onde concluíram que o artefato teria sido capturado por um dragão, Tirystis, uma dragão fêmea de cobre. Expurgaram a presença vil e demoníaca de Humukuk, servo de Magubliet dos Templos da cidade, onde se embateram com Goblins. Resgataram Athaeil, membro da Casa Liebersimm de Atcali. Sentiram o peso das machadilhas de Kraid a açoitadora orc  num sangrento combate. Descobriram a e existência da Falange Negra, uma facção misteriosa que estaria supostamente ligada aos orcs na cidade, que buscavam o mesmo artefato que o grupo de heróis.  Teriam sentido a presença perturbadora de brumas do Pendor das Sombras recaindo sobre a cidade, quando finalmente adentraram o Covil de Tirystis onde esperavam encontrar a última Pedra da Aniquilação.
Clique aqui para ver o Cast of Characters e NPCs da aventura.

EPISÓDIO 9. No Covil de Tirystys
Seção – 11

Cara a Cara com um Dragão, o grupo se encontra numa posição desconfortável. Tirystis está em seu covil, e possui toda a vantagem estratégica possível para um combate. O teto  da caverna é alto e amplo o bastante para permitir o vôo livre pelo local, os personagens se encontram no meio de um lago de águas termas, o que causa uma sensação de calor desconfortável. A mobilidade deles é muito limitada. Metade do grupo se encontrava nas quentes águas da caverna, outra parte, numa minúscula ilha, no meio do grande lago. A dragão resolve não iniciar o combate imediatamente, primeiro questionando aos heróis.


“Aventureiros afoitos, afastem-se de meus domínios! Seus comparsas orcs já caíram, vocês não terão destino diferente” Turgon intervém, mas esquece de se apresentar, “ Nós não somo s aliados aos orcs, viemos aqui em paz.” Titystis rebate  “Quem dará ouvidos a um humano que nem se quer possui um nome? “ Yagohe entra em seguida tentando redimir o descuido.  “Sou Yagohe , príncipe da Ilusões, da casa Lierbersimm de Atcalahe. Estamos aqui para buscar a Pedra da Aniquilação.” “Eladrin, muitos já entraram em meu covil em busca de meus tesouros. Vocês se consideram uma raça melhor, mas te digo, não são melhores do que os gananciosos humanos. Desista enquanto é tempo.” Respondeu Tirystys em sua voz jovem dracônica. Estava estática no fundo, coberta por um véu de sombras, apenas iluminada pelas flamas que se acumulavam em sua garganta e jorravam as faíscas por suas narinas enquanto falava, em tom ameaçador.
Dragões são seres antigos, costumam dar muita importância a certas formalidades, assim como um nobre Mestre Anão Ancião, ou uma das Arquifadas das Florestas do Esquecimento. Derleck, só com a cabeça dentro da água entra na conversa. “Oh dragão, sou Derleck, cavaleiro vindo de distantes terras, eu conheço esses aventureiros pouco mais do que você, mas tenho certeza de que as intenções deles são nobres” Tyristys fica um pouco mais agitada. “Como espera que confie em vocês humanos pretensiosos, se escondem-se dentro da água. Que armas possui ocultas a fim de me subjugar?” 
O Druida intervém. “Deixe me apresentar, sou Turgon Oak, Druida da Ordem Branca. Viemos numa missão de paz, pretendemos livrar essa cidade de sua maldição e precisamos de sua ajuda.” Tirystis dá um passo à frente tornando-se mais visível na desvanecida poça de luz que vem das gargantas no teto da gruta. “Como acreditaria na sua missão de paz, quando entram aqui banhados em sangue, e armados até os dentes Druida?” Todos se desarmam, fica clara a intenção deles em não combater Tirystis. “Sou um servo de Lolindir, e buscamos apenas livrar o mal da face do mundo” “Se bem entendo, druida, essa é uma Deusa a muito esquecida. Os da sua raça nem se quer lembra mais o seu nome.” Yagohe interrompe. “Tyristis, nós estamos aqui pela pedra da aniquilação. Essa pedra é um artefato muito perigoso e estamos aqui para garantir que tal mal não venha a cair em mãos erradas.” “Jovem Eladrim, você ainda tem muito o que aprender, que segurança haveria se tal artefato maldito caísse nas mãos de humanos ou Eladrin como você? Pretensiosos e invejosos, vocês nunca conseguiram resolver suas diferenças, tal artefato em suas mão geraria ainda mais ganância. Eu sou jovem, mas vi o Velho Império cair. Porém poucos humanos honestos conheci nesse tempo.”
Na tênue faixa de luz é possível ver ferimentos na Dragão e uma haste de flecha dos orcs fixada em seu ombro. Derleck se aproxima silenciosamente para tentar retirar a felcha. Tyristis não consente, rosna e mostra suas brasas. Yagohe continua “Mas nos estamos aqui a não a serviço de nossos reinos, mas por conta própria, visando destruir esse mal. Não pretendemos sair dessa caverna sem ela.” “O que faz você crer que eu possuo tal Pedra? Vá-te embora enquanto é tempo, pois eu não possuo o que procura.”
Confabulando no meio da discussão Yagohe decide usar o ritual de Treona para localizar a pedra e descobrir se Tirystis mentia. Usando um Bluff, Turgon começa a fazer várias preces e orações para curar os ferimentos de Tirystis. “Minha cara dragão metálica, vejo teus ferimentos. Permita que Lolindir lhe conceda a cura.” Yagohe ajoelhado finge estar auxiliando a prece, e começa a realizar o ritual para localizar a Pedra. Turgon cura Tyristis, e Yagohe completa o ritual. A última Pedra da Aniquilação começa a levitar, saindo de uma cavidade na pedra escondida atrás da dragão. Iluminada com uma leve luz vermelha a pedra torna-se aparente a todos na caverna. Tirystis percebe ter sido enganada, e reconhece a demonstração de poder dos personagens. Ela não entregaria a pedra a aventureiros incompetentes, mas após ter descoberto a pedra, os heróis ganham credibilidade.
Finalmente Tirystis acaba acreditando nos aventureiros. Após mais negociações, Turistys concorda em entregar a pedra, desde que um dos aventureiros, Nayaha, fique como garantia de que a pedra não será usada contra ela, e que de fato a pedra seja retirada da cidade para ser destruída. Nayaha sente medo, e Yagohe fica em seu lugar. Seu tio fica fraco na presença da pedra para prosseguir e fica como refém junto com Yagohe. Eles pagarão com a vida se as promessas não forem cumpridas. Tyristis nem se quer toca na pedra, que vai levitando até a alguibeira de Turgon. O grupo deixa a gruta, com a Pedra da Aniquilação em sua posse.
Essa seqüência de Role Play foi muito legal, estruturado no esquema dos Skill Chalenges, os personagens tiveram que apresentar diversos argumentos para sair de dentro da caverna com a pedra em mãos. Aqui escrevi apenas um resumo, mas a coisa todo durou 1 hora só de diálogo e negociação. Foram muito boas as improvisações, e o blefe deles para fazer o ritual foi uma coisa bem de ladino que o Yagohe idealizaou junto com o Turgon. Adorei as idéias e a criatividade do grupo.
Foi legal pacas eles terem evitado o combate,  Tirystis possui alinhamento Neutro, mas a possibilidade de combate era real. Teria sido um combate muito ferrado estrategicamente, com a coisa da água, e de gruta, o dragão atacando voando, e os personagens encurralados. Seria um grande combate com certeza, e bastante mortal também. Não sei se o grupo sairia inteiro.
Saindo da Gruta o grupo sem Yagohe se apressa em sair da cidade, tendo em mãos um valioso artefato. Turgon lidera o grupo e pretende seguir o rio, que levaria direto ao Sul, por fora da cidade.  Porém os Orcs Corta Olhos armavam uma emboscada na saída da cidade. Liderados por Vhorx, os orcs sofreram baixas nas mãos de Tirystis, e adotaram estratégia de esperar o dos aventureiros entrar para na gruta pegar a pedra e depois tirar deles uma vez que estariam enfraquecidos.  Caso o grupo sucumbisse á essa missão, com certeza deixariam Tyristis enfraquecida, o que daria á ventagem necessária aos orcs para roubas a Pedra. Vhorx não contava porém que o grupo pudessa sair do covil de tirystis sem ter travado combate, e o confronto ocorro contra o grupo com sua força total.  Derlack que rastreava Vohrx e seu grupo a dias finalmente encontra seu antigo inimigo, e pretende recuperar o machado roubado de Silvanos, seu melhor amigo, morto por Vohrx. (ver capítulo anterior).
O combate é feroz, o grupo pega os mais fortes orcs do grupo sob a liderança de Vohrx, e um bando de lacaios, o que torna o combate denso. Yagohe faz falta, mas Derleck é um membro a mais para equilibrar a balança. 
A presença do líder torna os orcs mais eficientes em combate, o que rende várias fintas, e ataques de oportunidade na massa da batalha. Uma Orc Slasher era especialista em golpes rápidos, e se esquivava muito, O pessoal colocou a Nayaha marcando só ela com flechadas a distância, foi uma estratégia ótima. O Vhorx caiu praticamente no X1 com o Derleck. Usando uma corrente para imobilizá-lo surpreende-lo (era a segunda sessão do Daniel com a 4E, e esses orcs turbinados causam sempre espanto). O Turgon ficou brigando com o Orc Shaman e atrapalhando o Vhorx quando podia, enquanto Thorîn ia derrubando os lacaios pelo campo de batalha. Fiquei impressionado com a facilidade que o Daniel teve em pegar a parte tática do jogo, sempre atento desferindo golpes de oportunidade a torto e a direta, ele finaliza o líder dos orcs num combate quase mano a mano. Muita classe do Daniel, que tem um senso de combate inato mesmo. O cara tem um fighter nas veias. O combate foi complexo, mas fluiu muito rápido. O X1 do Turgon contra o Shaman foi legal tbnm, o Shaman convocou um Lobo, que brigou com o urso do Turgon. Me lembrou aqueles episódios de desenhos tipo Thundercats, onde na hora do confronto final, sempre rolava o desafio mano a mano entre os oponentes mais semelhantes.  Tipo, O Phantro pegava o Escamoso mano a mano, enquanto Lion-o lurtava com o Mum-Ra e o Tigra contra o Chacal e assim por diante. D&D Total Fun!
Derleck por fim vence o antigo inimigo Vhorx, que havia lhe jurado a morte, desde os tempos de arena na Galé.  Derleck ajoelha-se e presta uma oração “aos deuses” numa prece bem ao estilo Conan, de um guerreiro que não sabe ao certo quais palavras usar na hora de se dirigir a um Deus. Com poucas e simples palavras o guerreiro presta a última reverência ao amigo Silvanos, sua morte foi vingada.

Vhorx, líder dos Orcs Corta-Olhos

Terminado o combate, Turgon lidera o grupo pelas matas. O druida é um mestre da natureza, vai detectando o melhor caminho por entre as folhagens até encontrar o rio. No caminho sente-se enfraquecendo, o peso de carregar a pedra o enfraquece. Sente também uma certe compulsão em matar. Sente-se perverso por alguns instantes, mas luta contra isso.Turgon paga caro com pulsos de cura enquanto cumprem a jornada até o rio.
Após viajar por meio dia em passo acelerado, o grupo encontra uma porção do rio estreita e rasa o suficiente para ser atravessada e direção ao Sul. Turgon exausto carregando a pedra que parece drenar suas forças em sua algibeira segue em frente, encontrando o melhor caminho pelas águas seguido pelo restante do grupo.  Rumavam ao Sul, na direção indicada por Treona, onde encontrariam um portal aberto por ela, que lhes permitiria uma fuga rápida se preciso.
Porém, Antes de completarem a travessia, do leito do rio começam a emergir figuras envoltas por brumas. Primeiro elmos córneos de bronze desgastado, seguidos de corpos humanizados cobertos por armaduras de batalha envelhecidas e longas capas carmim encharcadas carregadas pelas correntezas da água. Espadas e machados em mãos, e cobertos de tatuagnes rúnicas nas áreas não cobertas por metal, três cavaleiros cujas faces não se vêem através dos pesados elmos se aproximam a passo lento e constante. Tais figuras não são meros mortais. Turgon percebe no mesmo momento que está se deparando com soldados da Falange Negra do Império, cavaleiros mortos-vivos, obedientes ao regime do Velho Império, Eles surgem com um único propósito, lhes tirar a Pedra da Aniquilação.
Conseguirão os heróis se desvencilhar desse terrível mal? Conseguirá Yagohe, sair das garras de Tyristis? Não percam a continuação das Pedras da Aniquilação! D&D Total Fun!