domingo, 3 de julho de 2011

As Pedras da Aniquilação - Episódio 9

Nos últimos episódios...
O grupo havia cruzado grande extensão da cidadela Goblin de Gorizbad, em busca da última Pedra da Aniquilação, e fim de destruí-la. Passaram pela viela dos kobolds, enfrentaram seus soldados caninos golems. Procuraram pistas numa biblioteca destruída, onde concluíram que o artefato teria sido capturado por um dragão, Tirystis, uma dragão fêmea de cobre. Expurgaram a presença vil e demoníaca de Humukuk, servo de Magubliet dos Templos da cidade, onde se embateram com Goblins. Resgataram Athaeil, membro da Casa Liebersimm de Atcali. Sentiram o peso das machadilhas de Kraid a açoitadora orc  num sangrento combate. Descobriram a e existência da Falange Negra, uma facção misteriosa que estaria supostamente ligada aos orcs na cidade, que buscavam o mesmo artefato que o grupo de heróis.  Teriam sentido a presença perturbadora de brumas do Pendor das Sombras recaindo sobre a cidade, quando finalmente adentraram o Covil de Tirystis onde esperavam encontrar a última Pedra da Aniquilação.
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EPISÓDIO 9. No Covil de Tirystys
Seção – 11

Cara a Cara com um Dragão, o grupo se encontra numa posição desconfortável. Tirystis está em seu covil, e possui toda a vantagem estratégica possível para um combate. O teto  da caverna é alto e amplo o bastante para permitir o vôo livre pelo local, os personagens se encontram no meio de um lago de águas termas, o que causa uma sensação de calor desconfortável. A mobilidade deles é muito limitada. Metade do grupo se encontrava nas quentes águas da caverna, outra parte, numa minúscula ilha, no meio do grande lago. A dragão resolve não iniciar o combate imediatamente, primeiro questionando aos heróis.


“Aventureiros afoitos, afastem-se de meus domínios! Seus comparsas orcs já caíram, vocês não terão destino diferente” Turgon intervém, mas esquece de se apresentar, “ Nós não somo s aliados aos orcs, viemos aqui em paz.” Titystis rebate  “Quem dará ouvidos a um humano que nem se quer possui um nome? “ Yagohe entra em seguida tentando redimir o descuido.  “Sou Yagohe , príncipe da Ilusões, da casa Lierbersimm de Atcalahe. Estamos aqui para buscar a Pedra da Aniquilação.” “Eladrin, muitos já entraram em meu covil em busca de meus tesouros. Vocês se consideram uma raça melhor, mas te digo, não são melhores do que os gananciosos humanos. Desista enquanto é tempo.” Respondeu Tirystys em sua voz jovem dracônica. Estava estática no fundo, coberta por um véu de sombras, apenas iluminada pelas flamas que se acumulavam em sua garganta e jorravam as faíscas por suas narinas enquanto falava, em tom ameaçador.
Dragões são seres antigos, costumam dar muita importância a certas formalidades, assim como um nobre Mestre Anão Ancião, ou uma das Arquifadas das Florestas do Esquecimento. Derleck, só com a cabeça dentro da água entra na conversa. “Oh dragão, sou Derleck, cavaleiro vindo de distantes terras, eu conheço esses aventureiros pouco mais do que você, mas tenho certeza de que as intenções deles são nobres” Tyristys fica um pouco mais agitada. “Como espera que confie em vocês humanos pretensiosos, se escondem-se dentro da água. Que armas possui ocultas a fim de me subjugar?” 
O Druida intervém. “Deixe me apresentar, sou Turgon Oak, Druida da Ordem Branca. Viemos numa missão de paz, pretendemos livrar essa cidade de sua maldição e precisamos de sua ajuda.” Tirystis dá um passo à frente tornando-se mais visível na desvanecida poça de luz que vem das gargantas no teto da gruta. “Como acreditaria na sua missão de paz, quando entram aqui banhados em sangue, e armados até os dentes Druida?” Todos se desarmam, fica clara a intenção deles em não combater Tirystis. “Sou um servo de Lolindir, e buscamos apenas livrar o mal da face do mundo” “Se bem entendo, druida, essa é uma Deusa a muito esquecida. Os da sua raça nem se quer lembra mais o seu nome.” Yagohe interrompe. “Tyristis, nós estamos aqui pela pedra da aniquilação. Essa pedra é um artefato muito perigoso e estamos aqui para garantir que tal mal não venha a cair em mãos erradas.” “Jovem Eladrim, você ainda tem muito o que aprender, que segurança haveria se tal artefato maldito caísse nas mãos de humanos ou Eladrin como você? Pretensiosos e invejosos, vocês nunca conseguiram resolver suas diferenças, tal artefato em suas mão geraria ainda mais ganância. Eu sou jovem, mas vi o Velho Império cair. Porém poucos humanos honestos conheci nesse tempo.”
Na tênue faixa de luz é possível ver ferimentos na Dragão e uma haste de flecha dos orcs fixada em seu ombro. Derleck se aproxima silenciosamente para tentar retirar a felcha. Tyristis não consente, rosna e mostra suas brasas. Yagohe continua “Mas nos estamos aqui a não a serviço de nossos reinos, mas por conta própria, visando destruir esse mal. Não pretendemos sair dessa caverna sem ela.” “O que faz você crer que eu possuo tal Pedra? Vá-te embora enquanto é tempo, pois eu não possuo o que procura.”
Confabulando no meio da discussão Yagohe decide usar o ritual de Treona para localizar a pedra e descobrir se Tirystis mentia. Usando um Bluff, Turgon começa a fazer várias preces e orações para curar os ferimentos de Tirystis. “Minha cara dragão metálica, vejo teus ferimentos. Permita que Lolindir lhe conceda a cura.” Yagohe ajoelhado finge estar auxiliando a prece, e começa a realizar o ritual para localizar a Pedra. Turgon cura Tyristis, e Yagohe completa o ritual. A última Pedra da Aniquilação começa a levitar, saindo de uma cavidade na pedra escondida atrás da dragão. Iluminada com uma leve luz vermelha a pedra torna-se aparente a todos na caverna. Tirystis percebe ter sido enganada, e reconhece a demonstração de poder dos personagens. Ela não entregaria a pedra a aventureiros incompetentes, mas após ter descoberto a pedra, os heróis ganham credibilidade.
Finalmente Tirystis acaba acreditando nos aventureiros. Após mais negociações, Turistys concorda em entregar a pedra, desde que um dos aventureiros, Nayaha, fique como garantia de que a pedra não será usada contra ela, e que de fato a pedra seja retirada da cidade para ser destruída. Nayaha sente medo, e Yagohe fica em seu lugar. Seu tio fica fraco na presença da pedra para prosseguir e fica como refém junto com Yagohe. Eles pagarão com a vida se as promessas não forem cumpridas. Tyristis nem se quer toca na pedra, que vai levitando até a alguibeira de Turgon. O grupo deixa a gruta, com a Pedra da Aniquilação em sua posse.
Essa seqüência de Role Play foi muito legal, estruturado no esquema dos Skill Chalenges, os personagens tiveram que apresentar diversos argumentos para sair de dentro da caverna com a pedra em mãos. Aqui escrevi apenas um resumo, mas a coisa todo durou 1 hora só de diálogo e negociação. Foram muito boas as improvisações, e o blefe deles para fazer o ritual foi uma coisa bem de ladino que o Yagohe idealizaou junto com o Turgon. Adorei as idéias e a criatividade do grupo.
Foi legal pacas eles terem evitado o combate,  Tirystis possui alinhamento Neutro, mas a possibilidade de combate era real. Teria sido um combate muito ferrado estrategicamente, com a coisa da água, e de gruta, o dragão atacando voando, e os personagens encurralados. Seria um grande combate com certeza, e bastante mortal também. Não sei se o grupo sairia inteiro.
Saindo da Gruta o grupo sem Yagohe se apressa em sair da cidade, tendo em mãos um valioso artefato. Turgon lidera o grupo e pretende seguir o rio, que levaria direto ao Sul, por fora da cidade.  Porém os Orcs Corta Olhos armavam uma emboscada na saída da cidade. Liderados por Vhorx, os orcs sofreram baixas nas mãos de Tirystis, e adotaram estratégia de esperar o dos aventureiros entrar para na gruta pegar a pedra e depois tirar deles uma vez que estariam enfraquecidos.  Caso o grupo sucumbisse á essa missão, com certeza deixariam Tyristis enfraquecida, o que daria á ventagem necessária aos orcs para roubas a Pedra. Vhorx não contava porém que o grupo pudessa sair do covil de tirystis sem ter travado combate, e o confronto ocorro contra o grupo com sua força total.  Derlack que rastreava Vohrx e seu grupo a dias finalmente encontra seu antigo inimigo, e pretende recuperar o machado roubado de Silvanos, seu melhor amigo, morto por Vohrx. (ver capítulo anterior).
O combate é feroz, o grupo pega os mais fortes orcs do grupo sob a liderança de Vohrx, e um bando de lacaios, o que torna o combate denso. Yagohe faz falta, mas Derleck é um membro a mais para equilibrar a balança. 
A presença do líder torna os orcs mais eficientes em combate, o que rende várias fintas, e ataques de oportunidade na massa da batalha. Uma Orc Slasher era especialista em golpes rápidos, e se esquivava muito, O pessoal colocou a Nayaha marcando só ela com flechadas a distância, foi uma estratégia ótima. O Vhorx caiu praticamente no X1 com o Derleck. Usando uma corrente para imobilizá-lo surpreende-lo (era a segunda sessão do Daniel com a 4E, e esses orcs turbinados causam sempre espanto). O Turgon ficou brigando com o Orc Shaman e atrapalhando o Vhorx quando podia, enquanto Thorîn ia derrubando os lacaios pelo campo de batalha. Fiquei impressionado com a facilidade que o Daniel teve em pegar a parte tática do jogo, sempre atento desferindo golpes de oportunidade a torto e a direta, ele finaliza o líder dos orcs num combate quase mano a mano. Muita classe do Daniel, que tem um senso de combate inato mesmo. O cara tem um fighter nas veias. O combate foi complexo, mas fluiu muito rápido. O X1 do Turgon contra o Shaman foi legal tbnm, o Shaman convocou um Lobo, que brigou com o urso do Turgon. Me lembrou aqueles episódios de desenhos tipo Thundercats, onde na hora do confronto final, sempre rolava o desafio mano a mano entre os oponentes mais semelhantes.  Tipo, O Phantro pegava o Escamoso mano a mano, enquanto Lion-o lurtava com o Mum-Ra e o Tigra contra o Chacal e assim por diante. D&D Total Fun!
Derleck por fim vence o antigo inimigo Vhorx, que havia lhe jurado a morte, desde os tempos de arena na Galé.  Derleck ajoelha-se e presta uma oração “aos deuses” numa prece bem ao estilo Conan, de um guerreiro que não sabe ao certo quais palavras usar na hora de se dirigir a um Deus. Com poucas e simples palavras o guerreiro presta a última reverência ao amigo Silvanos, sua morte foi vingada.

Vhorx, líder dos Orcs Corta-Olhos

Terminado o combate, Turgon lidera o grupo pelas matas. O druida é um mestre da natureza, vai detectando o melhor caminho por entre as folhagens até encontrar o rio. No caminho sente-se enfraquecendo, o peso de carregar a pedra o enfraquece. Sente também uma certe compulsão em matar. Sente-se perverso por alguns instantes, mas luta contra isso.Turgon paga caro com pulsos de cura enquanto cumprem a jornada até o rio.
Após viajar por meio dia em passo acelerado, o grupo encontra uma porção do rio estreita e rasa o suficiente para ser atravessada e direção ao Sul. Turgon exausto carregando a pedra que parece drenar suas forças em sua algibeira segue em frente, encontrando o melhor caminho pelas águas seguido pelo restante do grupo.  Rumavam ao Sul, na direção indicada por Treona, onde encontrariam um portal aberto por ela, que lhes permitiria uma fuga rápida se preciso.
Porém, Antes de completarem a travessia, do leito do rio começam a emergir figuras envoltas por brumas. Primeiro elmos córneos de bronze desgastado, seguidos de corpos humanizados cobertos por armaduras de batalha envelhecidas e longas capas carmim encharcadas carregadas pelas correntezas da água. Espadas e machados em mãos, e cobertos de tatuagnes rúnicas nas áreas não cobertas por metal, três cavaleiros cujas faces não se vêem através dos pesados elmos se aproximam a passo lento e constante. Tais figuras não são meros mortais. Turgon percebe no mesmo momento que está se deparando com soldados da Falange Negra do Império, cavaleiros mortos-vivos, obedientes ao regime do Velho Império, Eles surgem com um único propósito, lhes tirar a Pedra da Aniquilação.
Conseguirão os heróis se desvencilhar desse terrível mal? Conseguirá Yagohe, sair das garras de Tyristis? Não percam a continuação das Pedras da Aniquilação! D&D Total Fun!

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